O doce e os italianos
Nem só de salame, queijo e vinho vivem os italianos! No livro “Assim vivem os italianos” (Rovílio Costa e Arlindo I. Batistel) temos vários exemplos, como este depoimento “in loco” da família Costella.
Figada, uvada, maçanada (e outros doces):
“Recolhíamos os figos bem maduros, quando já faziam aquela gotinha d’água; tomávamos três quilos dessa massa pronta, moída com a máquina de salame e um quilo de açúcar”.
- E a uvada?
- “Retirávamos a uva do cacho, grão por grão, e se limpava para que não ficasse qualquer sujeira. Jogávamos no tacho, fazíamos fogo e depois de uma fervura, passávamos na peneira”.
- Como era feita a peneira?
- “Era um tipo de peneira, furada com um prego, tipo das peneiras compradas. Para a uvada precisava mais açúcar. Fazíamos uma uvada chamada de quarenta minutos, para esta precisava um quilo de açúcar para cada quilo de massa. Esta era melhor. Era um tipo de geléia. Ficava um pouco mole. Gelatinosa. Dava para colocar em caixas e também em vidros”.
- E a maçanada?
- “Fazía-se da mesma maneira da uvada. Quilo por quilo. Ou, se as maçãs eram bem maduras, podia-se colocar 800 gramas de açúcar para um quilo de maçãs, limpas, prontas”.
O melado:
- “Adocicávamos o café, fazíamos rapaduras com ou sem amendoins, fazíamos melado para passar sobre o pão.
O melado era feito como o açúcar, da mesma maneira, com a diferença de que, antes de endurecer, a ponto de granular como para fazer açúcar, o retirávamos do fogo, porque já estava pronto. Para fazer rapaduras, tínhamos os moldes, a que chamavam uma vez de stampo...”
Costumes ligados aos imigrantes italianos que, com sua fé e trabalho, promoveram o progresso e a cultura do Rio Grande do Sul... a nossa terra!
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