Crendices e Superstições
Todos nós, indistintamente, nascemos rodeados por avisos de “não pode”, “não presta”, etc, denunciando um rico folclore à nossa volta, a exemplo do dia a dia do homem das comunidades do interior.
Quebranto: coisa terrível! Gente desejosa de ter uma planta bonita, uma criança saudável, olhou e, pronto! Tudo dá prá trás. Assim, muitos pais não se sentem à vontade, quando elogiam muitos seus filhos.
Para evitar isso, usa-se uma figa no pescoço.
Estado civil: quem “lidou” e não conseguiu casar, é por causa que comeu bico de pão, algum dia; quem comer o último doce de um prato, dizem, está fadado a casar com viúvo(a); o mesmo acontece com quem tem terçol ou a quem varreram os pés com vassoura
Mula-sem-cabeça: conforme o folcorista Leôncio de Oliveira, mulheres casadas que tiveram um “caso” com padres, viram “mulas”; quem tiver a desdita de encontrá-la no caminho, deve ocultar as unhas que, para elas, têm muito brilho e as atrai. De minha parte, eu aconselharia uma criação de mula-sem-cabeça, para quem tem campo pequeno, já que é um bicho que pasta pouco!!!
Sorte / Azar: virar vinho na mesa, é sinal de sorte; derramar sal, é azar e mau agouro (cruzes!); saleiro virado, é presságio de possível infelicidade; encontrar sapo virado, sinal de sorte.
Memória: dizem os portugueses, que quem come queijo, enfraquece a memória, como nessa quadrinha:
“sempre ouvi de regra aceita / de Galeno que aja glória,
que tira o queijo a memória / à toda gente direita”.
De Portugal, de onde vem muitas simpatias e crenças hoje
“aquerenceadas’ entre nós, temos as histórias do “bicho-papão”,
responsável pelo “sono” de muitas crianças...
“sai, bicho-papão, / de cima do telhado,
deixa esse menino / dormir sossegado”.
Com o barulho dos dias de hoje, precisamos, com certeza, de muitos “bichos-papões”, “cucas” e outros artifícios para dormirmos sossegados. E que mais traz essas mágicas é exatamente o folclore que está presente em todo o Brasil e, especialmente, aqui no Rio Grande do Sul... a nossa terra.
home | topo
© 2005/2008 - Todos os direitos reservados - Empresa Jornalística Nova Época
Quem somos - Fale conosco - Publicidade