Facelpa investe para preservar meio
ambiente
Está sendo construído, na Facelpa-Canela, um enorme tanque de concreto que se destinará à decantação de seus efluentes, isto tudo para preservar o nosso meio ambiente.
Blocos e Prefeitura acertam realização do Carnaval de Rua
Depois do prefeito Ernani Reis falar que não haveria Carnaval de Rua este ano por causa dos custos elevados, os presidentes dos blocos se reuniram com o prefeito e ficou decidido que haverá Carnaval de Rua este ano.
Albergue da Juventude
Foi inaugurado o Albergue da Juventude chamado Jubileu. Esta forma de hospedagem, mais conhecida na Europa, é uma forma de turismo alternativo que agora chega em Canela.
Canela sedia Simpósio
Canela será sede do 1º Simpósio Latino-Americano da Associação Internacional de Psiquiatria Infantil e da Associação Mundial de Psiquiatria do Bebê. O evento será no Hotel Laje de Pedra.
II Peladão de Futebol Sete
O Sesi de Canela está promovendo o II Peladão de Futebol Sete. Estão participando os times Auto-Canela, Santos, Facelpa, Panelinha, Bola Cheia, Metalcan, entre outros.
Fundação Pró-Desenvolvimento Turístico
entrega prêmios
A Fundação Pró-Desenvolvimento Turístico de Canela realizou a entrega dos prêmios do sorteio realizado em benefício da fundação. Foram sorteados cinco números e o 1º prêmio foi recebido pela Facelpa.
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Um dia desses fui a uma reunião numa sala do antigo Ginásio N. Sra. Auxiliadora. Ao subir a escada da frente, começou a bater uma enorme tristeza misturada com saudade e uma certa angústia.
Percorrendo o velho hall de entrada, a sala da diretora e a secretaria, fiquei a lembrar os velhos tempos. Parei diante de cada quadro de formatura e a emoção foi muita. Ali estava, no corredor da direita, a “minha turma”. Formandos de 1961. Além da emoção de ver os colegas, a tristeza foi chegando. Olhei as salas de aula, especialmente aquela aberta para a reunião. O velho e bom quadro negro, com suas molduras e a barra superior onde sempre havia decoração das comemorações do mês ou motivos religiosos, estava ali, triste e abandonado.
Passada a reunião, ao descer novamente a escada, lembrei das nossas concentrações na frente do colégio para as comemorações. Veio-me à memória a Semana da Pátria, não lembro qual o ano, em que naquela escada, representando o Rio Grande do Sul, disse o seguinte versinho:
“Sobre o pampa viridente e sob um céu sempre azul, vive o povo assaz valente do Rio Grande do Sul”. Nervosa, falei tão rápido que ninguém entendeu nada, mas valeu. Se algum colega lembrar o episódio, hoje pode ficar sabendo o que eu disse.
Como esquecer a parada de 7 de setembro, a escola em uniforme de gala descendo a Felisberto Soares, comandada pelos professores Tenente Edi, Ana Glenda e Hilário, num alinhamento que dava gosto.
Quantas histórias podemos lembrar de nossa escola. As festas, o coral, as missas. E as confissões lá na capela, então? Nós, em fila, esperando para contar nossos pecados.
Olhando o prédio desgastado pelo tempo, fico me perguntando o que farão com o Ginásio.
Será que apagarão mais essa memória do nosso passado, como fizeram com o prédio da Madeireira Agrícola?
Talvez eu esteja sendo apenas saudosista, mas, como sempre adorei História e valorizo muito a história local, penso que poderíamos dar uma força para quem quer conservar o patrimônio da cidade, providenciando o tombamento e a restauração do nosso GINSA.
Ali aprendi a ler e a escrever, e como fui bem alfabetizada! Como sempre, a escola teve excelente ensino. Ao terminar o ginásio, quando se fazia vestibular para o magistério, lembro que era elevado o índice de alunos que passavam nas escolas de Porto Alegre, Caxias e Taquara.
Estou falando pela emoção, porque não tenho conhecimento dos fatos que levaram ao fechamento da escola, porém acredito terem sido de ordem financeira. Nem sei quem administra o que resta, mas de uma coisa tenho certeza: não quero chegar na Praça da Matriz e não ver o GINSA.
Se há o que fazer, quero fazê-lo, para que não se apague esta memória viva de centenas de canelenses que, ao lerem este, provavelmente lembrarão muitas coisas que ali aconteceram, desde as festas até os insuportáveis deméritos, os pitos das irmãs e as aulas de canto da Irmã Vitorette, entre tantas outras.
Como foi boa a reunião que houve dos ex-alunos. Conversamos, alegres como éramos na juventude, esquecidos de que o tempo passou.
Ali no GINSA não poderia haver comércio, que me desculpem os lojistas. Ali só caberia um centro que irradiasse cultura e saber, finalidade para a qual foi construído o prédio. E, diga-se de passagem, construído pela Comunidade. Os pais oferecendo material de construção para que seus filhos tivessem local para estudar na cidade, sem necessidade de sair de casa.
Foi um sacrifício para alguns, que, pobres, quiseram colaborar pelo bem de seus filhos e da comunidade. Então temos que ter respeito por aquele prédio. Por tudo que ele representou para nós que ali estudamos e para a cidade. Não pode ficar à deriva, apertado entre obras imobiliárias, que têm seu valor, mas não podem apagar a história. Nosso medo é de que, ao começar a ser abafado pelas construções, acabe por ruir o velho e bom GINSA, E lá se vai mais um prédio de nossa memória canelense. ACORDA, Canela! Vamos salvar o Ginásio Nossa Senhora Auxiliadora.
E-mail: neusa.ma@terra.com.br
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