A linguagem popular
O linguajar, sem dúvida nenhuma, é um espelho dos usos e costumes de um povo, de um lugar, etc.
Essas expressões tão típicas, são encontradas tanto no interior, quanto nas cidades, em diferentes classes sociais, determinando comportamentos, tendências e raízes.
Vejamos algumas:
Xingamentos:
Tire o cavalinho da chuva! É isso aí, sabia? Agora é tarde, fulana é morta! Quem gosta de velho é reumatismo! Com esta até eu casava! Que saúde! Tarde piaste! Sai, fedelho! Pode ensacar a viola!
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Respostas:
Quem pede não ganha, quem chora apanha. Vamos fazer um trato: um como a carne tu lambe o prato? Tá com fome? Mata um home e come! Coitado! – Coitado, é filho de rato que nasce pelado. Que pecado! – Pecado é morrer pelado! Cala a boca! – Não calo, a boca é minha! Que está fazendo? – Pensando... – Pensando, morreu um burro!
Expressões e frases feitas:
Com uma mão na frente, outra atrás (sem nada). Metido a sebo (intrometido). Teimoso pra chuchu, pra burro, pra cachorro (muito teimoso). Mosca de cavalo (pessoa incômoda). Num abrir e fechar de olhos (muito rápido). Fogo de palha (inconstante). Cheio de nós pelas costas ) pessoa difícel de entender, convencida).
Vocabulário:
Jaguara: ordinário. Jururu: triste. Pança: barriga. Volteada: pequeno passeio. Traste: coisa sem valor. Lombo: costas. Pitoco: rabo curto. Sura: sem rabo. Mundeado: viajado. Estrepar-se: sair-se mal em um negócio. De já hoje: há pouco tempo. Varar: atravessar. Tropicar: tropeçar. Dar trela: conversar. Marmanjo: grande.
E assim por diante, uma infinidade de expressões simples e descontraídas que enriquecem o falar do homem do interior do sul Brasil, principalmente do Rio Grande do Sul... a nossa terra!
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