A Erva Mate e as trovas populares
A Erva Mate, base da economia no sul do Brasil por um longo período, é lembrado pelo folclore em vários Estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e alguns países do Prata.
Da nossa Erva Mate, se ocuparam as lendas, os causos e as quadrinhas como estas:
“Peço pouco nesta vida
pra minha felicidade:
uma cabocla destorcida,
uma viola bem sentida,
facão, mate e liberdade”.
“Sai daí, sinhá Maruca,
não atende seu Janjão;
qu’ele agora só é homem
pra cuia de chimarrão”.
“Amor queima como fogo, / mas quando queima é que é amor;
erva sem ser bem queimada, / não tem cheiro nem sabor”.
Os versos, muitas vezes, contam das propriedades da Erva Mate:
“Sofres de insônias, amigo?
Pois nunca mais sofrerá,
se fizer o que lhe digo:
- beba o chá do Paraná”.
“Se a fadiga lhe atormenta,
e o coração muito bate,
é cura verta e não lenta
a infusão do nosso mate”.
Os versos de Aluízio França (1950), bem dizem dos versos do caboclo em sua poesia “Receita pra perpará o chimarrão” (parte dela):
“Mecê pegue cuia enxuta / dê uma boa escardação
depois vá ponhando erva / que fique acima do meão
acoche a erva do lado / batendo a cuia na mão”.
“Ponha um tico de água fria, / ansim, cá cuia incrinada
pra enxarcá um poço a erva, / fica meia batisada”.
Versos que falam do chimarrão, símbolo da hospitalidade do Rio Grande do Sul... a nossa terra!
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