Elody Cardoso Alves da Silveira mulher admirável por tantas lutas em busca do crescimento de Canela, faleceu na terça-feira (9) aos 97 anos. A Prefeitura de Canela decretou luto oficial no município por três dias, devido ao seu falecimento. Elody da Silveira era viúva de Archimimo Alves da Silveira, proprietários da área onde foi construída a Câmara de Vereadores de Canela, e que leva o seu nome. O velório ocorreu a Câmara de Vereadores.
Elody nasceu em 3 de outubro de 1911, em Caxias do Sul. Em 1926 veio para Canela para estudar, juntamente com seu tio, o professor Eduardo Gans. No primeiro baile do Clube Serrano é que Elody viria a conhecer seu marido, Archimimo Alves da Silveira, que na época era presidente do Clube. A partir desse momento começaram a namorar e em 31 de março de 1927, casaram-se.
Juntamente com seu marido, Elody começa a realizar trabalhos de assistência social aos mais necessitados, chegando até atender os doentes em sua casa. Com esse trabalho, ela teve a iniciativa de começar a erguer um hospital e, junto com Anita Franzen Corrêa e Dona Luíza Sander, realizou uma festa, onde obtiveram bons resultados e puderam comprar os primeiros tijolos para a construção. Elody foi então convidada pela presidente da Cruz Vermelha Brasileira para presidir a entidade no município. O terreno onde hoje se encontra o hospital, foi doado por Danton Corrêa e o núcleo foi formado com médicos daqui e de Taquara.
Elody Silveira foi quem também incentivou construir uma escola para deficientes mentais, e junto com Dona Zenilda Soares procuraram o prefeito da época, Bertholdo Oppitz, que, após constatar o grande número de alunos, autorizou o feito. No início, Elody cedeu à própria casa para que funcionasse a primeira escola para crianças especiais, o que hoje se tornou a Escola Especial Rodolfo Schlieper - APAE. Elody também contribui na história dos centros espíritas da cidade.
Um dos últimos marcos em que Elody esteve presente foi na inauguração da Câmara de Vereadores de Canela, que levou o nome de seu esposo Archimimo Alves da Silveira. A cerimônia aconteceu em dezembro de 2001.
Como profissão, Elody foi gerente dos Correios e Telégrafos durante 35 anos. Teve dez filhos adotivos: José Antônio (Zuza), Aristina, Jurema, Ivan, Hilda (In Memorian), Renata, Leda, Ziláh, Gessi, Jocemar e Marlene.
Em depoimento escrito por ela mesmo no livro "Raízes de Canela", do ano de 2003, Elody finaliza, comprovando toda sua coragem e felicidade por ter lutado pelo desenvolvimento de Canela: "Fizemos o possível pelo reconhecimento da cidade e a recompensa é ver como está hoje a minha amiga menina. Havia grandes dificuldades, mas também tínhamos energia e pretensão suficientes para transformar uma menina numa grandiosa mulher... Canta a tua aldeia e serás universal; cantei aqui minha aldeia e me sinto feliz..."
Informações retiradas do livro Raízes de Canela e colaboração de Pedro Oliveira, Marcelo Wasem Veeck, Antônio Olmiro dos Reis e acervo Jornal Nova Época e Jornal de Canela.
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