Manifestações folclóricas do litoral:
A RATOEIRA
“A Ratoeira antigamente também tinha homens na roda, não era só de mulheres, como se apresenta hoje. Era brincada geralmente nos feriados, aos domingos à tarde, nas festas, nas reuniões de famílias.(...) Era uma forma de a gente expressar o que sentia (namoro, amor, saudade, amizade, tristeza, raiva). Para iniciar a cantoria fazia-se uma roda, e os homens que não eram acanhados também brincavam e jogavam suas quadras. Havia gente que jogava quadras muito bem feitas, e quando se percebia a tarde já tinha avançado e tínhamos que retornar para casa(...)”
E os versos, saem encordoados, assim como teta de porca...
“Ratoeira não me prenda / porque não tenho quem me solte
a prisão da ratoeira / é como a prisão da morte”.
“Meu amor, meu amorzinho / beijo de café maduro
pode rir, pode brincar / que nosso amor está seguro”.
“Ratoeira bem cantada / faz chorar, faz padecer
também faz um triste amante / apartar em bem-querer”
“Bananeira chora, chora, / de tantos filhos que tem
corta o cacho sobra a mãe / fica os filhos sem ninguém”
No meu tempo de Invernada Artística no CTG Querência, onde dancei por 22 anos (só!), uma das danças de “entrada” para uma apresentação era justamente a “ratoeira”, onde cada um com seu par, entrava no salão cantando:
“Eu entrei na ratoeira,
com a intenção de não entrar;
quem meu coração queria,
na ratoeira não está”.
Sapateio!!! E é o palmeio... Bons tempos, aqueles!
Em seu livro “Itapema: natureza, história e cultura”, Vilson Francisco de Farias transcreve inúmeras manifestações culturais comuns ao litoral mas, pelo que se acabou de ver, tem muita coisa em comum com a Serra Gaúcha e todo o Rio Grande do Sul... a nossa terra.
home | topo
© 2005/2008 - Todos os direitos reservados - Empresa Jornalística Nova Época
Quem somos - Fale conosco - Publicidade