Jornal de Canela

ANO XXIII - EDIÇÃO Nº 1264
Hoje: 07/10/2008

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Seção: Uma Pausa Para a Fé Cristã

Uma Pausa Para a Fé Cristã

A FAMÍLIA ESTÁ ACABANDO? Extraído do Mensageiro Luterano Junho 2008, p. 7 – Rev. Marcos Schmidt
“A Família está acabando.” Quem diz isto é o psicanalista francês Charles Melman à revista Veja no último mês de abril. “Pela primeira vez na história, a instituição familiar está desaparecendo, e as conseqüências são imprevisíveis”, diz esse homem que desvenda a mente humana. Impressionado com o desinteresse de antropólogos e sociólogos na questão, ele cita as causas por tal declínio.
Não é preciso ser entendido no assunto para perceber que a família está na corda bamba. As causas citadas também não geram surpresas. Por exemplo, a demolição do papel da autoridade paterna. Com o declínio do referencial masculino no lar, diz que os jovens estão menos propensos a batalhar pelo sucesso e a estabelecer um ideal de vida. A confusão na cabeça dos jovens é outro fator. Criados em condições que promovem a busca rápida do prazer máximo e sem obrigações, não sabem mais onde buscar prazer. Lembra que muitos deles encontram dificuldade para desenvolver afetos emocionais no namoro devido à facilidade do sexo sem compromisso. A idéia é aproveitar sem se engajar, e complementa que a vida dos jovens é feita de uma sucessão de momentos sem nenhuma projeção no futuro, que desaparecem porque não tem continuidade. A influência virtual da internet é também citada: “É um mundo coerente com a maneira de viver dos jovens, não exige engajamento nem compromisso.” Lembra que a realidade requer objetivos na vida, enquanto os exercícios virtuais da Internet não exigem nenhuma identidade, nenhuma perspectiva e ainda derrubam todos os limites, incluindo os do pudor e da polidez.
É uma profecia apocalíptica que vem de fora dos muros da Igreja. E serve de alerta, pois é pertinente diante da pregação intensa contra valores fundamentais, apoiada nos púlpitos da mídia e absurdamente assimilada pela sociedade. Um exemplo é o famoso “Créu”. As crianças cantam e dançam essa baixaria, e os pais acham bonitinho. Enquanto isso, as escolas com cartilha do Ministério da Saúde ensinam os pré-adolescentes a usar camisinha. Depois, todo mundo fica apavorado com o aumento dos casos de pedofilia. Já é notório que a erotização infantil promovida pelos adultos difunde graves conseqüências na mente das crianças, coisa que os psicólogos de agenda cheia conhecem muito bem em seus divãs.
Não sabemos qual a explicação que o Ronaldo deu para o seu filho, mas a vida do “Fenômeno” é a cara deste jeito inconseqüente. E as vítimas são sempre as crianças que morrem nos porões e nos andares de cima, enquanto outras nem tem chance de ficar no térreo. É o caso dos abortos criminosos, que só no Brasil são praticados todo ano por mais de um milhão de mães madrastas. Qual a diferença em atirar um filho de um edifício ou arrancá-lo do ventre e jogá-lo no lixo? Ora, eliminam-se infantes porque eles atrapalham planos e impõem sacrifícios. Por isso, pura hipocrisia todo este espanto com o caso Isabella.
Por ser uma ordem da criação divina, a família permanecerá até o fim dos tempos. Continuam valendo as orientações bíblicas para o lar (Efésios 5 e 6) e o poder para manter a própria família em pé: “Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12.2) Congregação Evangélica Luterana Cristo Redentor – Rua Martinho Lutero, 64
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