Pois ao que parece, a exigência de diploma para o exercício da profissão (atividade, funções) de jornalista tem sofrido críticas, inclusive de gente da área, alegando que assim se estaria limitando a liberdade de expressão. Não queremos aqui entrar no mérito da questão, do que é certo ou errado, se concordamos ou discordamos, mas sim, de explicar ao leitor que neste semanário a redação é formada por estudantes e por pessoas que há anos trabalham nesta atividade, que a convivência lhes deu uma bagagem que com certeza só a sala de aula não os dará.
No final do mês completaremos 24 anos de circulação, acompanhamos de perto a tecnologia avançar, das máquinas de escrever sendo substituídas por computadores, da câmara fotográfica manual ser trocada pela digital e assim por diante, porém, por mais eficientes que sejam os computadores e as digitais, por enquanto, ainda são ferramentas, e nada substitui a sensibilidade e o faro de um bom repórter.
Repórter que é repórter não teme passar do horário, não rejeita pauta, acorda de madrugada e está lá, em qualquer local que seja solicitado.
Muitos os chamam de loucos, mas onde fica a paixão, o "tesão" de contar o que viu, o que sentiu, botar vida na matéria. Hoje em dia procura-se ir o mínimo possível para a rua, isso toma tempo, gasta dinheiro da empresa. Para que existe telefone, internet? Nada se cria, tudo se copia.
Ser jornalista é uma profissão nobre ou não, como qualquer outra, dependendo do uso que se faz dela, da ética de cada um. Ser repórter é estado de espírito, é pedreira, é escolher o caminho mais difícil pelo simples prazer da aventura. Que o diga Ricardo Friso, primeiro repórter deste semanário, que em sua época montava palavra por palavra em sua tipografia e até hoje é lembrado pelos mais antigos, através de seu trabalho.
Por outro lado, parece que o nosso pórtico de entrada da cidade levará mais tempo do que se imaginava para ficar pronto. No início da semana quem passou pelo local pode observar uma placa afixada nas humildes marcações, avisando "obra interditada". Em contato com o secretário de obras do município, ficou-se sabendo que quem embargou foi o DAER, pois parece que a liberação da obra, que por certo prejudicará o fluxo de veículos na rodovia, ainda não foi devidamente autorizada pelo Departamento. A placa já foi retirada, mas até o momento ainda não se tem uma definição se a construção continuará logo ou não.
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