Jornal de Canela

ANO XXIII - EDIÇÃO Nº 1269
Hoje: 12/03/2010

Parceiros

Confira aqui a lista dos nossos parceiros.

Faça a sua busca

Enquete


Cadastre-se

Seu nome:
Seu email:

Indique o site

Gostou do site? Indique aos seus amigos!

Publicidade

Seção: Fé, Diálogo & Conhecimento

Fé, Diálogo & Conhecimento

SER SACERDOTE HOJE NUM CONTEXTO DE SOMBRAS E LUZES
Caro leitor! O mês de agosto já é de praxe que a Igreja nos convida a refletir sobre o chamado que cada cristão recebe por ocasião do batismo: ser um discípulo fiel na evangelização e, de modo especial, em nossos dias, cujo pensamento é complexo e confuso. Na ascensão do Senhor Jesus, ele, nos deixou uma tarefa. Vejamos; (...) Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt.28,18-20). O primeiro domingo de agosto é dedicado à vocação sacerdotal. Caro leitor! O grande desafio de ser sacerdote hoje, é ser diferente, ou seja, ir à contramão de ideologias contraditórias entre si, confusas e sem rumo. Portanto, não são tempos de êxito, mas sim de fidelidade ao Senhor em meio a uma sociedade carente de autênticos valores. Jovens, com princípios regidos por uma conduta idônea, alimentados e fascinados por Cristo e sua palavra, foram feitos para grandes ideais e não para a mediocridade. Eis o desafio para a juventude de hoje, no assumir a sua vocação. O documento de Aparecida diz: No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o discípulo deve levar em consideração os desafios que o mundo de hoje apresenta à Igreja de Jesus, entre outros: o êxodo de fiéis para seitas e outros grupos religiosos; as correntes culturais contrárias à Cristo e à Igreja; a desmotivação de sacerdotes frente ao vasto trabalho pastoral; a escassez de sacerdotes em muitos lugares; a mudança de paradigmas culturais; o fenômeno da globalização e a secularização; os graves problemas de violência, pobreza e injustiça; a crescente cultura da morte que afeta a vida em todas as suas formas (cf. Doc.Ap.n°185).
O SACERDOTE À LUZ DA V CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO AMERICANO E DO CARIBE
Caro leitor! O Doc.Aparecida, no n°188 nos diz: Somos chamados a fazer da Igreja uma casa e escola de comunhão (cf.op.cit - Novo Millenio ineuente - ibidem - p.94). Esse nos apresenta uma riqueza em relação à identidade e missão do sacerdote no mundo atual.
Vejamos alguns pontos: 1- O Concílio Vaticano II estabeleceu o sacerdócio ministerial a serviço do sacerdócio comum dos fiéis (...) o sacerdote não pode cair na tentação de se considerar somente mero delegado ou apenas representante da comunidade, mas sim um Dom para ela, pela unção do Espírito e sua especial união com Cristo. Todo o Sumo Sacerdote é tomado dentre os homens e colocado ao serviço de Deus. (cf.Hb.5,1). 2- O presbítero inserido na cultura atual, é chamado a conhecê-la para nela semear a semente do evangelho.
3- O presbítero é chamado ao celibato e a uma vida espiritual intensa fundada na caridade pastoral, que se nutre na experiência pessoal com Deus e na comunhão com os irmãos. Sempre em comunhão com o Bispo, os demais sacerdotes da diocese e com os leigos. Deve ser um homem de oração, maduro em sua opção de vida por Deus e entregar-se apaixonadamente à sua missão pastoral. O celibato lhe possibilita especial configuração com o estilo de vida do próprio Cristo e o faz sinal de sua caridade pastoral na entrega aos homens com o coração pleno e indivisível. 4- O sacerdote é chamado a ser o homem da imagem do Bom Pastor, ou seja, da misericórdia e compaixão, próximo de seu povo, servidor de todos, particularmente dos mais sofridos. Essa é a fonte da espiritualidade sacerdotal que anima e unifica sua vida e ministério. (fonte: Doc.Ap.).
A ESPIRITUALIDADE DO PADRE DIOCESANO
Caro leitor! O retrato espiritual do presbítero diocesano secular é como um mosaico composto por muitas peças: a fé, a esperança, a pobreza, o celibato, o espírito orante, a disponibilidade, o espírito apostólico e a inclinação aos pobres (cf. Uriate, Dom Juan Maria - A Espiritualidade do Ministro Presbiteral - Loyola - 2000 - p.47). Toda a espiritualidade do padre diocesano está intimamente ligada ao seu ministério pastoral. Pois ele deve ser sempre o Bom Pastor. Esse é o desafio. A grande bandeira é retratar em seu ministério a infinita misericórdia e bondade de Deus. O pároco funcionário é uma patologia do pároco pastor (cf.ibidem p.59). Um escritor francês Xavier Leon-Dufour dizia: A ternura é muito valiosa, mas em si mesma é variável. A fidelidade sozinha é demasiadamente fria. De alguma maneira, ternura dá calor à fidelidade, e a fidelidade dá estabilidade à ternura. A missão de ser sacerdote hoje é de ser pai, amigo e irmão. A tarefa dele é alentar e consolar, pois o pároco empresário é devorado pelo pároco pastor. O desejo de melhorar a qualidade de nosso serviço pastoral é uma atitude derivada da caridade pastoral e um sinal da saúde integral de um pároco. O filósofo Sören Kierkergaard, pastor luterano sueco dizia: Neste mundo não houve mais que um cristão. JESUS CRISTO. Todos os demais somos aprendizes de cristãos. Daí inferimos que toda a nossa vida de sacerdotes somos sempre aprendizes de pároco. Por isso é importante que toda a comunidade tenha a obrigação de rezar pelos seus padres para que possam exercer a caridade pastoral assim como o Bom Pastor.

Paróquia N.Sra. de Lourdes - Canela - RS
* Capelão do OASIS Santa Ângela
Doutor em Filosofia - UPSA - Salamanca - Espanha
pearisilva@hotmail.com e www.catedraldepedra.com.br

home | topo


Feed RSS 2.0

© 2005/2010 - Todos os direitos reservados - Empresa Jornalística Nova Época
Quem somos - Fale conosco - Publicidade