Curso Avançado de Pesca com Iscas Artificiais
Dia 30 de agosto, ocorreu mais uma iniciativa da AGAPIA (Associação Gaúcha de Pesca com Iscas Artificiais) em Canela, o Curso Avançado de Pesca com Iscas Artificiais, ministrado por Gilney Braido, atual presidente da associação (detém o atual recorde mundial de robalo peva).
O curso teve como palco a Fazenda Sonho Meu, o mais novo espaço para pesca de Black Bass de Canela (a 3 km do centro), restrito a associados da AGAPIA e convidados (mande-me um e-mail que farei muito gosto em apresentar os 24 ha de lagos). Este espaço conta com a administração do simpático João que está desenvolvendo esta parceria para qualificação da água e do plantel de peixes.
Com intuito de aprimoramento técnico, a temática abordou o uso dos principais sistemas de montagens para soft baits (minhocas de silicone), a saber: Texas Rig, Carolina Rig, Eufala, Florida, Drop Shot, Down Shot, Split Shot, Wacky, Jig Wacky, Necorigo, Han han, Rubber Jig, No Sink, Midosto, entre os tradicionais modelos divulgados e difundidos até os sistemas mais modernos atualmente utilizados pelos pescadores de competição. Estas montagens foram desenvolvidas basicamente nos EUA com vistas à pesca do Black Bass, peixe abundante aqui na Serra Gaúcha e um dos principais alvos do pescador esportivo.
O Black Bass é um capítulo à parte. Por tradução seu nome quer dizer Pescaria Macabra, por ser muito suscetível às variações de pressão atmosférica, pode transformar uma pescaria produtiva em uma batalha infrutífera, em segundos, pois pára de atacar, com a queda da pressão. Ao passo que, com uma subida de poucos milibares pode atacar vorazmente qualquer coisa que se mova à sua frente. Sendo assim, para mitigar o insucesso nos momentos de parada, quando o Bass se torna seletivo e letárgico, os novos métodos de montagem de soft baits vem ganhando terreno.
Para esta modalidade, usamos os tradicionais soft baits, anzóis Off Set, chumbos leves (de 3 a 12 g) linhas transparentes e finas de fluorcarbon e varas específicas e balanceadas.
O primeiro sistema de montagem que conheci muitos anos atrás foi o Texas Rig, caracterizado por um conjunto solto de miçangas e chumbo cônico (vide ilustração), que quando trabalhado com recolhimento e toques de ponta de vara, produz sons atrativos. O Stop Sinker é de uso facultativo e trata-se de uma borracha que amortece o impacto do conjunto sobre o nó. Neste sistema usam-se minhocas com rabo.
Em contrapartida, o sistema que tem recebido mais atenção atualmente é o Down Shot, com suas variações. É muito efetivo, principalmente no inverno, quando o bass está manhoso, pois o pescador pode trabalhar a isca por um bom tempo em um mesmo local. A montagem (vide ilustração) apresenta o chumbo (3.5 a 10 g) fixo à extremidade da linha, e o anzol fixo (nó Palomar ou, preferencialmente, específico para Down Shot) de 5 a 50 cm acima do chumbo. As iscas mais indicadas são as finesse, sem rabo. Trabalha-se no fundo, estica-se a linha lentamente, com pequenos toques de ponta de vara, usando a barriga da linha e sem mover o chumbo, muito delicadamente.
Sem peixe não há pesca: pesque, fotografe e solte!
home | topo
© 2005/2010 - Todos os direitos reservados - Empresa Jornalística Nova Época
Quem somos - Fale conosco - Publicidade