Jornal de Canela

ANO XXV - EDIÇÃO Nº 1352
Hoje: 08/09/2010

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Seção: Evolução - Uma Palavra Sobre Tecnologia

Luís Felipe de Souza

luis@jornaldecanela.com.br

Tecnologia
Termo que tem origem no grego, (ofício e estudo). Envolve conhecimentos técnico e científico, ferramentas, processos e materiais criados. Basicamente são ferramentas que ajudam a resolver problemas, e também um método de criação. Engloba, tanto, ferramentas simples, quanto as ferramentas e os processos mais complexos já desenvolvidos pelo ser humano. A tecnologia é uma faca de dois gumes, frequentemente entra em conflito com outras questões, como por exemplo, a ambiental. E hoje podemos dizer que suas desvantagens quase anulam suas vantagens. Tecnologia – ‘’Dois lados’’ Como um dos principais pontos positivos da tecnologia, temos a facilidade de comunicação com pessoas de todos os lugares do mundo, a rapidez na informação e a construção de um conhecimento democrático. A vantagem de mantermos contato com outras pessoas por computador ou outros métodos de comunicação é algo que divide opiniões, ainda mais quando passamos mais tempo de nossas vidas nos relacionando com pessoas atrás de uma tela de computador. Outra das vantagens é a produção em larga escala, que traz um produto final mais barato e com maior qualidade. Mas por que um produto torna-se mais barato com a tecnologia no setor de produção? A resposta é simples, o principal motivo é o desemprego que as máquinas geram. A produção em larga escala não deixa de ser um fator que merece uma atenção especial, afinal produzimos muito e como a tecnologia avança rápido, logo, os produtos novos em pouco tempo tornam-se obsoletos. É simplesmente impossível acompanhar o avanço. E as técnicas de reciclagem também não o acompanham. Os dados divulgados recentemente pela PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) são preocupantes, estima-se que as montanhas do perigoso lixo eletrônico cresçam 40 milhões de toneladas ao ano. O lixo eletrônico não é reciclável. Temos o grave problema de não conseguirmos converter materiais tóxicos em materiais valiosos que possam cobiçar o interesse de grandes empresas de tratamento de lixo. E como sempre, deve-se valer do ditado que diz, que cada um deve fazer a sua parte, afinal pequenas coisas fazem sim a diferença. Não podemos simplesmente descartar materiais tóxicos ao ar livre como mostrado na semana passada o caso de um televisor que foi simplesmente colocado sobre um bueiro na rua Nossa Senhora Medianeira, na vila Magi, esses atos podem trazer problemas que nem imaginamos, afinal as enchentes estão por aí, e esse é o menor dos resultados do descuido da nossa população, acredite.
Robôs na cozinha
Recentemente nos Estados Unidos foi lançado o Sanckbot, apenas mais um dos robôs preparados para servir e cozinhar. O Sanckbot teve como missão inicial a entrega de uma barra de cereais. Desenvolvido por 17 membros do corpo docente, alunos de graduação e doutorado e mais um professor da universidade Carneige Mellon em Pitsburg, foi o resultado de dois anos de pesquisa, equipado com sistema de navegação por laser que custa 20 mil dólares, sensores de som, uma câmera estereoscópica que tem função de olho, e um simpático rosto cor de argila sem sexo definido. O robô foi cuidadosamente planejado para uma melhor aproximação com os seres humanos e projetado para recolher informações de como interagir com as pessoas, melhorando o relacionamento entre os dois grupos. Podendo ser considerado apenas mais um pequeno passo da robótica para superar o desafio de criar um robô com personalidade, afinal um robô não é capaz de agir com naturalidade, aquilo que costuma ser normal ao ser humano é quase impossível de ser ensinado a uma máquina. Vamos recordar outros robôs criados para o trabalho na cozinha.
2006 - Com 4 anos de pesquisa e mais de 250 mil dólares uma empresa da China revelou o AIC – AI cooking robot, como sendo ‘’o primeiro robô cozinheiro do mundo.’’ Capaz de fritar, assar, ferver e cozinhar milhares de pratos chineses o AIC – AI precisava de um forno especial para cozinhar (o que com a evolução dos robôs cozinheiros foi mudando, hoje basta programar o robô para determinado forno).
2008 – Surge na Suíça o Chief Cook robot, capaz de aprender a cozinhar. Já no Japão em Osaka um robô programável era capaz de fazer takoyaki (bolinhas de polvo) começando do zero.
2009 – O Motoman DAS-10 um robô com braços em forma de espátulas fez Okonomiaky (panquecas apimentadas) enquanto outro robô também na Exposição Internacional de Tecnologia e Maquinaria Alimentícia, montava Sushi com uma mão extremamente realista. No mesmo ano foi inaugurado no Japão o Famen, restaurante com dois robôs capazes de preparar até 800 porções de ramen ao dia. E aí gostou da idéia né? Mas não é nada provável que esses robôs operem fogões de restaurantes, ou até mesmo de nossas casas em curto prazo, afinal o custo é muito elevado, vamos ficar na espera de termos essas engenhocas operando nossos fogões e nos servindo um belo cafezinho.
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